Por Simone Oliveira (com grifos e comentários meus)
E tudo fica mais lindo quando se tem amor. Mas, o problema de hoje é que as pessoas colocam amor onde não tem ou enfeitam muito um sentimento que por si só já tem sua graça. Assim como tudo que tem muitas cores e enfeites, o amor, se muito enfeitado, vira palhaçada. Muitos casais estão muito mais preocupados com a aparência, com a imagem de casal perfeito. A preocupação é em exibir um estamos-ótimos-e-felizes-para-sempre diariamente em alguma rede social quando, na verdade, nem existe tanto amor pra isso. Amor não se mostra, se vive. Tá, eu sei que quando a gente ama a gente fica mesmo meio bobo, meio cego, meio surdo e totalmente sem sentido algum. Mas, eu acho que a pieguice – quando usada em excesso, se isso for possível –torna-se prejudicial. Os excessos costumam passar despercebidos, já as faltas fazem uma grande diferença. Eu acho que o amor preza por naturalidade, romantismo natural, sabe, aquele jeito meio tímido de dizer ‘eu te amo’, aquele sorriso leve no canto da boca, aquele abraço meio desajeitado nos braços perfeitos. Amor não grita, amor sussurra. O amor é o sentimento mais carente de todos os tempos, sabia? Carente de si mesmo. Não falta amor no mundo, falta amor nas pessoas, falta - saber - viver o amor. Porque, sim, existe sempre alguém que te espera em algum canto do mundo, alguém por quem você se apaixonaria, caso conhecesse. Mas, aí acontece de nada acontecer porque o amor, coitado, anda camuflado por aí em uma tentativa desalentada de fuga da sua própria imagem refletida no espelho. Pobre amor, sentimento tão despretensioso. Não merece as nódoas que lhe fazem. Doente de amor é quem não sabe amar. Nem sempre o amor é um livro aberto. Amor é aquele caso guardado a sete chaves e embaixo dos lençóis. É a moça bonita que passa todas as tardes. É o moço que te sorri com os olhos. É frio na barriga, calor no rosto e suor nas mãos. O amor não grita: cala-se para dar voz ao coração. Porque quando se tem amor tudo fica mais lindo – verdadeiramente mais lindo.
Porque o amor não é uma foto na capa do seu facebook. Muito menos um "curtir" em todos os posts que você faz.
Amor é um almoço corrido durante a semana, quando sabe que não vai dar tempo que ficar junto de noite, mas precisa ter tempo pra ficar junto nem que seja na hora de comer.
Amor é uma ligação antes de dormir, só pra dizer boa noite e dormir com a voz da pessoa na sua cabeça.
Amor é você receber o prêmio de "pessoa mais insuportável numa quinta-feira de manhã", e mesmo assim ouvir um "eu te amo" e "deixa eu cuidar de você".
Amor não é nada do que os outros pensam, mas é tudo o que duas pessoas sentem uma pela outra.
Não é fazer careta pra tirar uma foto, mas perdoar quando, na hora do nervoso, se faz careta e fala o que não quer.
Não é compatibilidade, é perdão. Compreensão. Companheirismo. Ausência de competitividade e presença de simplicidade.
É a vida. Ao invés de viver pra mostrar, é mostrar vivendo!
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| Concorda? |
Quanta prepotência a minha, não? Achar que meus planos dariam certo. Pff... ¬¬
Vou usar figuras de linguagem. Acho legal!
Ganhei um jogo de cartas de presente. Olha só que legal, hein! Fiquei super feliz. Era muito mais do que eu imaginava, e me fez ter uma noção diferente a respeito de jogos. Comecei a aprender que a competitividade não faz bem, e que o jogo fica muito mais divertido quando existem companheiros, ao invés de adversários.
Aí, minha cabecinha começou a trabalhar sozinha, novamente. Ela é fogo!
Decidi que começaria a criar planos estratégicos para o jogo. E fui em frente com o novo projeto.
Coloquei as cartas na mesa e pensei: vou montar uma pirâmide.
Essas 10 cartas ficarão na base, em forma de triângulo.
Essas 4 servirão de apoio para a próxima fileira.
Essas 8 serão da fileira 2.
Essas 3 servirão de apoio para a próxima fileira.
Essas 6 farão a fileira 3.
Essas 2 são apoio da próxima fileira.
Essas 4 completam a fileira 4.
Essa fica como base pra última fileira.
Essas 2 fazem o topo.
Ficou bonito, falae! Mó esquematizado, super bem pensado. Impossível dar errado.
AHÁ! "You are doing it wrong", Ele diz.
"O quê? Impossível. Olha como ficou lindo. Uma pirâmide perfécta!"
"Nada disso, querida. Tá errado. Com licença, vou mudar."
"Ei, ei, ei. Peraí. Isso levou tempo para ser esquematizado. Como assim, 'vou mudar'? Tá, tipo, desprezando meu trabalho?"
"Não, querida. Estou aperfeiçoando."
"Para a-per-fei-ço-ar não precisa mudar. Que tal, acrescentar?"
"Não, eu não trabalho assim."
"E tudo o que eu fiz foi em vão?"
"Em parte, sim!"
"Em parte? Como assim, 'em parte'? Me fala: o que é que vai mudar?"
"Posso? Com licença"
E foi assim. Eu nem pedi, mas Ele veio mudando tudo.
Começou tirando as cartas de cima. (acabou com meu topo)
Depois, foi desestruturando o meio. (me deu uma dor no peito quando vi que estava a ponto de desabar a minha "pirâmide")
Chegou até a base e tirou carta por carta.
Cabou com minha estratégia "bem-sucedida".
Vô confessar: fiquei com raiva!
COMO ASSIM? TAVA PERFEITO. LINDO. PRA QUÊ MUDAR?
(cheguei a um ponto crucial, e perguntei): QUAL É O PROBLEMA DE FAZER DO MEU JEITO?
Aí, fui dar uma volta. Colocar os pensamentos em ordem e respirar mais fundo.
Quando voltei a pensar no "desmoronamento da pirâmide", entendi tudo.
ELE ESTÁ FAZENDO DO JEITO DELE.
Por quê?
Simples: do meu jeito, nunca daria certo.
Parecia super bonito, super perfeito. Só que, NÃO! E Ele não foi invasivo. Ele simplesmente me conhece bem, e sabia que eu não chegaria a essa conclusão sozinha. Nunquinha!
Posso com isso?
Tem alguma saída?
A única coisa que está ao meu alcance é esperar. Pelo quê, aí eu já não sei.
Talvez Ele volte com um jogo de cartas novo, ou com uma nova estratégia para montar minha "pirâmide".
Pode ser que Ele nem queira montar uma pirâmide. Talvez, seja mais viável fazer uma coluna, um prédio, sei lá.
Não sei mais o que esperar. Só sei que cansei.
Não vou planejar mais nada, nem esperar nada.
A boa notícia é que, deixando tudo nas mãos dEle, só pode vir coisa boa.
Enquanto isso, o que eu faço? Confio!