quinta-feira, 27 de outubro de 2011

She's gone


Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê, depois de tanto sofrer. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.
Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Só demoramos para admitir.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de um "outro você", uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não se esvaziar de sonhos, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo, pra alguém novo..."
Caio F. Abreu (e alguns grifos meus)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O que acontece quando o seu mundo pára

Depois de assistir esse vídeo, pude concluir diversas coisas.
Primeiro, assista.


Conclusão nº1: O poder da reciclagem
Sem querer ser a defensora da Sustentabilidade, mas você já parou para pensar em como o ser humano desperdiça facilmente o que ainda tem valor?
Quantas coisas poderiam ser transformadas, ao invés de descartadas?

Conclusão nº2: A que nível anda a sua irritabilidade?
Percebe-se que esse personagem do Second Hand é o retrato falado de muitas pessoas que já acordam irritadiças e permitem que isso se prolongue pelo tempo necessário para as levarem à infelicidade?

Conclusão nº3: Ao redor
Quantas vezes dispomos de nosso tempo precioso para se aproximar de pessoas tão próximas, como os próprios vizinhos, ou pessoas que nos cercam diariamente?
A nossa agenda é tão cheia, que não há espaço para curtir a vida e as pessoas. Apenas para cumprir metas. E só!

Conclusão nº4: Olhos abertos
Se cada ser humano decidisse abrir seus olhos por alguns minutos, perceberia que existem vários "mundos" rodeando o mundo que chamamos de nosso. E, o melhor: esses "mundos" vivem. Ao contrário de nós, que (muitas vezes) [sobre]vivemos.

Conclusão nº5: Cinza X Colorido
A rotina que busca o cumprimento de metas, está completamente oposta à rotina que busca aproveitar cada detalhe que forma a vida. E é isso que deixa a vida mais cinza.

Conclusão nº6: Meias
Já se permitiu passar um dia de meias, andando pela casa?
É extremamente LIBERTADOR!
Passamos a semana inteira com os dedos sufocados por plásticos e materiais desagradáveis aos calos dos dedos.
Garanto que o humor de muitos mudaria, se tão somente trocasse o sapato fechado por um par de meias, durante um dia em casa.

Conclusão nº7: Televisão
Se ela serve para alguma coisa, possivelmente seja para nos deixar mais apressados.
Experimente ligar o rádio, fechar os olhos e relaxar. É coisa de outro mundo!

Conclusão nº8: Idosos
Nem preciso dizer nada. Aliás, preciso sim
Eles construíram o nosso presente, com o passado deles.
O mínimo a fazer para dar-lhes a dignidade merecida é oferecer um pouco de atenção. Eles tem muito a ensinar.

Conclusão nº9: Empilhadeira
A que altura está a sua?
Se você chegou ao ponto de acumular tanta tranqueira na vida, que já está colocando em risco o "mundo" dos que te rodeiam...preste atenção!
Faça uma limpeza de tempos em tempos. É de aliviar!

Conclusão nº10: [Des]Necessário
Aquilo que se julga necessário, pode estar cegando as pessoas.
Vá ao interior. Passe 10 dias sem o barulho do trânsito, e podendo olhar estrelas pela noite.
Você vai descobrir um mundo novo e totalmente ao seu alcance.
O segredo é: abra os olhos para o que é realmente necessário, e descobrirá que é possível viver sem muitas coisas que constroem a nossa empilhadeira.


Lindo vídeo, não!?