Se existe um filme que merece uma dedicação especial, esse filme é Notting Hill.
Não é segredo pra ninguém, minha admiração fascinante pela Julia Roberts.
Mas, além disso, Richard Curtis escreveu um romance perfeito.
A Tagline é muito simples, pra descrever toda a história: Can the most famous film star in the world fall for just an ordinary guy?
Ele não é simplesmente um "ordinary guy". Ele representa, pra mim, todas as minhas características emotivas, unidas em um personagem que se surpreende com as coisas que acontecem em sua vida.
E ela? Ah, fantástica como sempre. ÓBVIO!
Aquele sorriso é indiscutível. Dá pra saber quando ela sorri pra fazer uma "média", e quando ela sorri porque realmente está feliz: ela levanta as sombrancelhas, ela enche os pulmões de ar... e solta um riso mais espontâneo e sincero que poderia existir.
Trabalho com alguns "meninos" que adoram comentar sobre minha risada. "Ah, quando ela começa... não tem quem segure", é o que dizem...
Quem me dera, ter uma risada tão sincera como a dela.
Enfim, voltemos ao filme.
Eu não sei porque resolvi assisti-lo em pleno sábado de manhã, sozinha... sabendo da minha atual situação: desencanada de que existem histórias de amor como as de filme.
Eu realmente não sei porque.
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Pensando bem... eu sei sim! Eu sei porque eu quis assistir.
Porque apesar de ODIAR o fato de não entender porque pessoas emotivas têm um círculo de amigos que corresponde a 80% de pessoas racionais, eu ainda gosto de chorar, assistindo uma história que termina bem!
Eu gosto do romance, de comédias românticas. É, eu gosto MUITO!
Eu me apego à trilha sonora, e fico com ela na cabeça por dias, meses e anos. Eu me coloco no papel dos personagens. Eu fecho os olhos e peço pra Deus me proporcionar um décimo desse sentimento bom que o William Thacker sente em relação a Anna Scott. Eu me arrepio quando ouço a música "When You say nothing at all".
E o que eu mais queria, pra minha vida, é sentir aquela coisa boa que a Anna Scott sente, no final do filme: a certeza de que agora, a vida dela está completa.
Eu sei que minha vida só será completa se eu der o espaço todo do meu coração, pra Deus. Mas, também acredito que, se fomos feitos para nos relacionar, Ele coloca pessoas na nossa vida para preencher o vazio sentimental e emocional, humanamente falando.
E eu tenho um desejo ardendo no meu coração, pedindo pra sentir aquele "uffa, deu certo!" que o William sente quando a Anna diz que ficará por tempo indeterminado!
Se tudo isso não passar de um monte de baboseira, pra você, pode parar de ler agora.
Mas, se você quis continuar, me dou o direito de concluir esse post com o que sinto nesse exato momento.
Uma pessoa que entrou na minha vida há pouco tempo, mas que já fez muita diferença, me disse (em um comentário do post anterior) que o mundo precisa de pessoas como eu: emotivas.
Pois nós, os sentimentais, os emotivos, os que choram e se arrepiam quando sentem coisas diferentes, fazemos a diferença no mundo. Nós somos os sonhadores, que sonham tão alto a ponto de idealizar coisas praticamente impossíveis.
Nós fazemos o mundo caminhar, pois não nos conformamos com o "conformismo" e a frieza de quem só pensa em viver um dia após o outro.
Nós sonhamos, nós planejamos, nós desejamos...
E hoje, depois de assistir esse filme (que subiu para o primeiro lugar no ranking dos meus filmes favoritos), duas frases saltam da minha boca:
1: O amor é frágil e nem sempre sabemos cuidar dele. Procuramos fazer o melhor possível, e esperamos que, uma coisa tão frágil como esta, sobreviva apesar das probabilidades! (A última música)

2: Nunca houve dois corações mais abertos, nem gostos mais semelhantes, ou sentimentos em tanta sintonia! (A casa do lago)
É só isso que eu procuro! (Ana Carolina Caires)
